Diálogos por Resiliência
e Justiça Climática

Sobre

Instituto Bem Viver

Integrar ações de desenvolvimento sustentável e inclusivo por meio da inovação, educação e colaboração.

Princípios

Inspirado nas cosmovisões indígenas e princípios humanistas, reconhecendo que o bem-estar coletivo está ligado ao equilíbrio ecológico e ao respeito aos ciclos naturais.

Estratégia

Pesquisa, abordagem multidisciplinar, parcerias, articulação de agentes e participação em fóruns da sociedade civil e conselhos de direitos.

CONTEXTO

São Leopoldo e a crise climática

Em maio de 2024, a cidade foi severamente afetada por enchentes, expondo vulnerabilidades históricas e a urgência de ações estruturantes para adaptação e prevenção.

93.729

pessoas afetadas diretamente
(43,1% do total)

40.623

moradias atingidas
(41,4% do total)

R$ 1,08 bi

em danos habitacionais
(13,5% do total do RS)

R$ 917,3 mi

em danos patrimoniais no setor industrial

Fonte: CEPAL, BID e Banco Mundial. Avaliação dos efeitos e impactos das inundações no Rio Grande do Sul, nov. 2024.

Foto: Prefeitura de São Leopoldo/Divulgação

Decisões sobre reconstrução e adaptação precisam incluir as populações mais afetadas.

AS VOZES

O que fica depois que a água baixa?

IMPACTOS QUE CONTINUAM

Dois anos depois, alguns problemas permanecem.

A tragédia deixou marcas profundas na vida da população, que ainda enfrenta impactos em diferentes áreas.

Saúde mental

  • Traumas e gatilhos emocionais
  • Dificuldade para conseguir tratamento

Condições de moradia

  • Famílias que retornaram
  • Casas ainda sem recuperação
  • Perda da casa
  • Dificuldade de reconstrução

Perda de laços

  • Vizinhanças desfeitas
  • Perda de amizades
  • Isolamento
  • Enfraquecimento das redes comunitárias

Segurança

  • Medo de novos eventos
  • Falta de segurança percebida
  • Ausência de planos de evacuação
  • Incerteza sobre novos eventos

Foto: Vozes do clima

SAÚDE

O que os dados mostram?

O sistema municipal de saúde registra mudanças nos principais problemas e condições de saúde da população após a enchente.

ESTAMOS MAIS PREPARADOS?

O que avançou e o que ainda precisa ser feito?

A cidade já deu passos importantes, mas ainda há desafios para garantir mais proteção e resiliência.

Avanços

  • Maior resiliência da população
  • Dique reformado e elevado em 50cm (2024)
  • Sistema de bombeamento em pontos críticos
  • Maior percepção de risco

Questões em Aberto

  • Protocolos da Defesa Civil são suficientes?
  • A rede de drenagem está adequada?
  • Quais obras ainda precisam ser realizadas?
  • Há planos de evacuação efetivos?

Foto: Vozes do clima

O CLIMA NÃO PARA

Risco climático em 2026

Matriz de risco meteorológico – maio/julho e 2º semestre de 2026.

Chuvas acima da média

Alta probabilidade (> 80%)

Impactos:

Inundações severas, enxurradas e deslizamentos.

Temperaturas elevadas

Alta probabilidade (> 70%)

Impactos:

Redução de geadas e possível aceleração de pragas agrícolas.

Ciclones extratropicais

Probabilidade moderada

Impactos:

Ventos destrutivos e ressaca marítima.

Tempestades de granizo

Probabilidade moderada

Impactos:

Danos severos à infraestrutura urbana e às lavouras.

COMO A TRAGÉDIA SE FORMOU?

A interação de vários fatores

Maio de 2024 – Rio Grande do Sul.

Umidade da Amazônia

Fluxo de umidade contribuiu para a formação de tempestades.

Bloqueio atmosférico

Sistema de alta pressão no Atlântico dificultou o deslocamento dos sistemas meteorológicos

Persistência da chuva

O encontro de sistemas atmosféricos manteve condições extremas sobre o estado.

Foto: Prefeitura de São Leopoldo/Divulgação

O PROJETO

Um percurso coletivo

Do diagnóstico à ação, o Vozes do Clima promove a participação comunitária para construir soluções.

Estudo de dados e
planos municipais

Entrevistas com
lideranças comunitárias

Oficinas de escuta
e reflexão

Seminário municipal

Oficinas
temáticas

Formação
de lideranças

Sistematização
e divulgação dos resultados

QUESTÕES EM ABERTO

Perguntas que nos movem

01

As ações estruturantes estão em andamento ou são apenas paliativas?

02

Há uma coordenação eficiente para enfrentar as mudanças climáticas?

03

As políticas sociais estão chegando a quem mais precisa?

04

Quais os caminhos para uma cultura de prevenção e preparação?

05

Quais serão os impactos sociais e econômicos da tragédia nos próximos anos?

Foto: Vozes do Clima